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Esboço dos Acontecimentos Proféticos

APÊNDICE “C” A Igreja NÃO Irá Passar Pela Tribulação

Bruce Anstey · Texto do EPUB · Seção 20 de 105

APÊNDICE “C”
A Igreja
NÃO Irá Passar Pela Tribulação

 

As seguintes referências das Escrituras confirmam que a Igreja não irá passar pela tribulação vindoura de sete anos.

1) A Tribulação nunca é mencionada em conexão com a Igreja

Há oito principais passagens na Escritura que diretamente falam da tribulação (Mt 24:3-29; Mc 13:4-24; Ap 3:10, 7:14-17; Dt 4:30-31; Jr 14:8, 30:4-7; Dn 12:1). Pensaríamos que, se a Igreja fosse passar pela tribulação, pelo menos uma dessas passagens diria isso, mas não há uma referência à Igreja estar na tribulação ou ter qualquer conexão com ela! (Quando mencionamos “Igreja”, queremos dizer Cristãos que são os membros do corpo de Cristo – Rm 12:5; 1 Co 12:13). Isso por si só é significativo. Isso significa que aqueles que acreditam nesse erro deduziram suas ideias da Escritura.

Em Mateus 24 e Marcos 13 o Senhor estava falando aos Seus discípulos judeus que são representativos do remanescente dos crentes judeus que passarão pela tribulação. Isto é evidenciado pelos comentários do Senhor a eles ao instrui-los o que fazer quando o “templo” e “lugar santo” iriam ser corrompidos pela “abominação da desolação” (v. 15). Ele falou sobre a terra da “Judeia” (v. 16), sobre o “dia do sábado” (v. 20), sobre “as tribos de Israel” sendo reunidas (vs. 30-31) e sobre “a figueira” – um bem conhecido símbolo de Israel (v. 32). Ele também falou da “vinda do Filho do Homem”, que é um título usado na Escritura do tratamento do Senhor com Israel e as nações gentias da Terra – nunca mencionou a Igreja. (Quando fala da Sua vinda para a Igreja – o Arrebatamento – Ele é citado como o Senhor ou o Noivo). Todas essas coisas indicam que o Senhor não estava se referindo a Cristãos em relação à tribulação. Os Cristãos não têm nenhuma relação com um templo físico e um lugar santo para nele adorar. Nem têm qualquer relação com o dia do Sábado, etc. Essas coisas se aplicam, obviamente, aos judeus.

  • Apocalipse 3:10 fala sobre a tribulação vindo sobre o mundo, mas não sobre a Igreja. De fato, o Senhor fala nessa passagem que Ele irá guardar os Cristãos “da hora da tentação”.
  • Apocalipse 7:14 a tribulação é mencionada em conexão com as nações gentias (Ap 7:9).
  • Em Deuteronômio 4:30-31 a tribulação é mencionada em conexão com Israel (Dt 4:1).
  • Em Jeremias 30:4-7, a tribulação é referida como “tempo de angústia para Jacó”. Não fala “tempo de angústia para a Igreja”. É especificado que estas coisas são concernentes a Israel e Judá.
  • Em Daniel 12:1 duas vezes é dito que “um tempo de angústia” (a tribulação) virá sobre “o Teu povo”. O povo de Daniel era os judeus.

Estas referências mostram que a tribulação tem a ver com Israel e as nações gentias da Terra, mas não com a Igreja. O fato que a Igreja nunca é mencionada em conexão com a tribulação deveria ser suficiente em si mesmo para convencer qualquer mente disposta de que a Igreja não estará, nem passará pela tribulação.

Israel e a Igreja – Dois Grupos Diferentes

Conforme prosseguirmos, ficará cada vez mais evidente que a razão da maior parte das dificuldades que as pessoas têm neste assunto provém de não se distinguir entre Israel e a Igreja. Este é um problema muito antigo entre os Cristãos e pode ser rastreado até os séculos iniciais da história da Igreja quando mestres judaizantes ensinaram que Israel se fundiu na Igreja no Pentecostes e de que agora fazem parte do mesmo grupo. No seu ensino errado, a Igreja é dita ser o novo Israel que irá herdar a Terra. Isso é conhecido hoje de maneira geral como “Teologia do Pacto” ou “Teologia Reformada”, embora isso tenha sua origem antes da Reforma ocorrida e nos anos 1500. Este sistema de ensino não vê a verdadeira natureza, chamado, caráter e esperança da Igreja como sendo um grupo especial de crentes que pertence ao céu. A Escritura ensina que a Igreja reinará com Cristo sobre a terra, como algo distinto de Israel e das nações gentias que terão uma porção de bênção na Terra.

Como resultado desse ensino errado, muitos entenderam mal o propósito de Deus de ter, não um, mas dois grandes grupos de pessoas redimidas para compartilhar a glória de Cristo no dia de Seu reinado público (o Milênio). Haverá um grupo celestial de santos, composto pela “noiva” de Cristo (a Igreja) e aqueles conhecidos como “os amigos do Noivo” (os santos do Velho Testamento), e também haverá um grupo terrenal de pessoas composto do remanescente das 12 tribos de “Israel” e das “nações” gentias.

No presente, Deus está chamando a Igreja (a noiva e esposa de Cristo) pelo evangelho da Sua graça. Aqueles que descansam em fé na obra consumada de Cristo na cruz são selados com o Espírito Santo e fazem parte da Igreja. Isso é algo totalmente novo nos caminhos de Deus. Não existia nos tempos do Velho Testamento, ou mesmo quando Cristo veio pregar o evangelho do reino. Quando o Senhor esteve na Terra, disse: “Eu edificarei Minha Igreja” (Mateus 16:18). Isso mostra claramente que ainda era algo futuro. Ela não começou até o Pentecostes (At 2:1-4, 47, 5:11, 11:5 “ao princípio”). A palavra Igreja (“Ekklesia” no grego) significa “chamada para fora” e apropriadamente descreve o que Deus está presentemente fazendo ao chamar crentes para fora de entre os judeus e os gentios. Pela virtude do Espírito de Deus descendo ao mundo no dia de Pentecostes e fazendo habitação naquele grupo de crentes, Ele os uniu a Cristo nos céus, que é a Cabeça da Igreja (Ef 5:23). Isto é chamado o batismo do Espírito Santo (At 1:5; 1 Co 12:13)

Em Efésios 3:6, Paulo explica esse novo e exclusivo chamado de Deus e mostra que é algo completamente diferente do que foi falado pelos profetas do Velho Testamento sobre Israel e os gentios. Ele declara três coisas que caracterizam esse chamado atual de Deus pelo evangelho:

• Em primeiro lugar, ele diz: “Para que os que são das nações sejam co-herdeiros” (Ef 3:6 – JND). Nota: ele não disse que os gentios (as nações) seriam co-herdeiros, mas que “aqueles que são dos gentios” seriam co-herdeiros. Isso se refere a uma seleção de certas pessoas eleitas de entre as nações que foram escolhidas para fazer parte dessa companhia celestial – a Igreja (Ef 1:4-6). As nações das quais esses são chamados permanecem inalteradas e continuam na Terra hoje como tais, e o farão também durante o Milênio (Ap 21:24).

Esse chamado especial de Deus pelo evangelho não é aproximação em massa das nações gentias a Jeová, como anunciado no Velho Testamento, pela qual elas teriam um lugar no reino do Messias sob Israel (Zc 2:11, 8:22-23; Is 11:10, 14:1, 56:3-7, 60:1-5; Sl 22:27, 47:9, 72:10-11). Aquilo que o Velho Testamento fala é uma conversão exterior das nações gentias que ocorrerá no futuro quando Cristo estabelecer Seu reino Milenar. Elas declararão lealdade ao Deus de Israel pelo medo de julgamento; não haverá necessariamente uma obra de fé no coração delas (Sl 18:44-47, 66:1-3, 68:28-31; Is 60:14), embora muitos sejam verdadeiros (Ap 7:9-10). O presente chamado especial de Deus para formar a Igreja não deve ser confundido com o chamado aos gentios que acontecerá no futuro.

Certas declarações no livro de Atos confirmam esse chamado exclusivo de Deus que está ocorrendo hoje. Lucas, o escritor do livro, diz que, quando Paulo e Barnabé subiram a Jerusalém, pararam em certos lugares para contar aos santos as boas novas da “conversão daqueles das nações” (At 15:3 – JND, Ef. 1:13). Note novamente: não é a conversão das nações, mas uma conversão “daqueles das” nações. Ele menciona novamente no versículo 14 do mesmo capítulo, afirmando que no evangelho, Deus estava (e está hoje) visitando os gentios para “tomar dentre eles um povo para o Seu Nome” (At 15:14 – AIBB). E é mencionado novamente na conversão de Saulo de Tarso. O Senhor disse a ele: “Tirando-te de entre o povo (Israel) e das nações (gentios)” (At 26:17 – JND). Isso mostra que, quando Paulo foi salvo, ele foi tirado para fora de sua posição anterior como um israelita e colocado para dentro de uma inteiramente nova criação de Deus como membro do corpo de Cristo (Gl 3:28; Cl 3:11). Ele foi então enviado para pregar o evangelho àqueles dentre as nações, para que, por crerem em Cristo, eles também pudessem ser trazidos para essa nova coisa celestial.

Como mencionado, judeus e gentios, como entidades distintas, ainda permanecem na Terra hoje enquanto o chamado do evangelho é divulgado, mas agora, como resultado desse chamado atual de Deus, existe uma terceira entidade – “a Igreja de Deus” (1 Co 10:32). Portanto, nesta presente dispensação da graça, Deus está chamando judeus e gentios crentes para fora de suas posições anteriores e levando-os para dentro de algo novo – a Igreja. Como afirmado anteriormente, o significado da palavra Igreja é “os chamados para fora”. Expressa muito apropriadamente esse chamado especial do evangelho hoje.

Os teólogos da “reforma” ou da “aliança” usarão erroneamente certos versículos no livro de Atos para provar que esses dois chamados são um e o mesmo. Mas um exame mais atento a essas referências mostra que esses chamados não são um cumprimento daquelas passagens do Velho Testamento, mas são simplesmente citadas para mostrar que Deus sempre teve em mente Seu propósito de abençoar os gentios.

• Em segundo lugar, Efésios 3:6 diz que os crentes dentre os gentios hoje fazem parte “de um mesmo corpo” de crentes compostos pelos que antes eram judeus e os que antes eram gentios. O Mistério de Cristo e a Igreja revela que judeus e gentios que creram no evangelho são tornados em um organismo vivo (um mesmo corpo) e compartilham uma igualdade de condição e bênção nessa nova criação de Deus (Ef 2:14-16). Esse “um só corpo em Cristo” (Rm 12:5) é uma coisa totalmente nova da criação de Deus e não é encontrada no Velho Testamento. As Escrituras do Velho Testamento não falam de judeus e gentios crentes compartilhando bênção e privilégio comuns como ajuntados na união mais próxima possível. Além disso, a Escritura anuncia que Cristo reinará sobre Israel e sobre as nações gentias (Sl 93:1; Is 32:1), mas nunca diz que Ele reinará sobre a Igreja, que é Seu corpo.
• Terceiro, Paulo diz que esta seleta companhia de judeus e gentios são “co-participantes da promessa em Cristo Jesus”. Essa promessa não tem conexão com as promessas feitas aos patriarcas nos tempos do Velho Testamento. As promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó foram feitas durante suas vidas, mas essa promessa da “vida eterna” foi feita “antes dos tempos dos séculos” (Tt 1:2). “Vida eterna” é claramente uma bênção do Novo Testamento que envolve um relacionamento consciente com o Pai e o Filho (Jo 17:3) e tendo a habitação do Espírito Santo (Jo 4:14). Os santos do Velho Testamento não sabiam do relacionamento do Pai e do Filho na divindade, e apenas esperavam viver para sempre na Terra sob um Messias que viria para reinar (Sl 8:1-9, etc.), nem tinham a habitação do Espírito. A vida eterna foi vista pela primeira vez quando Cristo veio ao mundo e a manifestou; antes disso, “estava com o Pai” no céu (1 Jo 1:2).

 

Portanto, vemos dessas três coisas que o presente chamado de Deus não é um cumprimento espiritual das profecias do Velho Testamento (como os teólogos da Aliança nos dirão), mas algo completamente diferente. O presente chamado celestial de forma alguma interfere no plano futuro de Deus de abençoar Israel e os gentios na Terra sob o reinado de Cristo. A conversão dos gentios ocorrerá num dia vindouro, mas uma conversão daqueles que são tomados de entre os gentios está acontecendo hoje pelo chamado do evangelho. Ao ler as Escrituras, é importante não confundir esses distintos chamados de Deus. O “obreiro” fiel “que maneja bem [que divide corretamente – KJV] a palavra da verdade” e fará essa distinção no ensino bíblico (2 Tim. 2:15).

2) A Igreja Não é o Assunto da Profecia

O fato é que a profecia, propriamente dita, não tem nada a ver com a Igreja, mas com Cristo e Seus tratos com Israel e as nações gentias que passarão pela tribulação para o reino do Milênio. As 70 semanas de Daniel (Dn 9:24-27) claramente mostram que os eventos concernentes a Israel e a profecia tiveram uma pausa no fim da 69a semana, quando seu Messias foi “cortado” (Dn 9:26 – AIBB) e crucificado pelos judeus. Ainda há sete anos (a 70a semana) a ser cumpridos em profecia concernente a Israel que não serão cumpridos até que Deus volte a tratar com eles novamente no dia futuro. Estamos agora no “Seu tempo” da graça de Deus (1 Tm 2:6) em que Deus está chamando para fora crentes tanto dentre os judeus quanto dentre os gentios, para serem um povo celestial para Si mesmo (At 15:14). Profecia a respeito da tribulação não tem relação com este tempo presente. É um mau entendimento da Escritura profética, tentar correlacionar eventos acontecendo hoje, quando a Igreja ainda está na Terra, com eventos preditos na profecia, supondo que eles estão sendo cumpridos agora.

3) O Esboço do Livro de Apocalipse Mostra que a Igreja Não Estará na Terra Durante a Tribulação

Ao termos um esboço simples do livro do Apocalipse, aprendemos vários pontos que claramente mostram que a Igreja não estará na Terra quando juízos da tribulação forem derramados. Há três divisões gerais do livro dadas no capítulo 1:19:

  • “As coisas que tens visto” referem-se ao que o apóstolo João viu no capítulo 1.
  • “As que são” referem-se aos capítulos 2 e 3, que contêm as mensagens do Senhor às sete igrejas, sendo uma história moral da Igreja professa na Terra, desde o tempo dos apóstolos até seus últimos dias.
  • “As que depois destas hão de acontecer”, referem-se aos capítulos 4 a 22, onde a tribulação é descrita. Esta terceira divisão é chamada “depois destas coisas” (Ap 4:1), porque trata com coisas que terão lugar depois da Igreja ter acabado a sua história na Terra.

 

É instrutivo ver que depois dos capítulos 2 e 3, uma porta no céu se abre e João é chamado: “Sobe para aqui” (Ap 4:1 – TB). Isso é uma pequena figura da Igreja sendo chamada acima para o céu após ter acabado seu curso aqui na Terra, pela vinda do Senhor (o Arrebatamento). Do capítulo 4 ao fim do livro, a Igreja não é mais vista na Terra, como foi nos capítulos 1 a 3. Quando os juízos da tribulação são derramados do capítulo 6 ao 19, a Igreja não é mencionada sequer uma vez!

Também aqueles que irão ser martirizados por sua fidelidade durante a tribulação, mostram, pelo caráter de suas orações, que eles não são Cristãos (Ap 6:9-10). Primeiramente, o modo como eles se dirigem a Deus como “verdadeiro e santo Dominador” mostra que não podem ser Cristãos, pois estes não se dirigem a Deus dessa forma. Os Cristãos se dirigem a Deus como seu Pai (Ef 1:2; Cl 1:2). Em segundo lugar, eles oram por vingança sobre os habitantes da Terra que os perseguiram. Isto é correto e próprio para um judeu (isto é, os salmos imprecatórios), mas certamente não é a atitude de um Cristão. O Cristão abençoa os que o maldizem e ora pelos que o aborrecem (Lc 6:27-28), mas não invoca juízo sobre seus perseguidores (Rm 12:19-21).

No capítulo 7 nos é dito quem surgirá no fim da tribulação – os eleitos de Israel (vs. 1-8) e a grande multidão de gentios (vs. 9-17). Mas não há menção a Cristãos! Eles não saem na tribulação porque eles não entraram nela. Como mencionado, a Igreja é chamada para o céu antes que a tribulação comece (Ap 4:1).

Note também que, quando a Igreja é vista na Terra (nos capítulos 2 e 3), a expressão “quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” é repetida várias vezes. Mas depois que a Igreja é vista como tirada (Ap 4:1), quando a tribulação está transcorrendo, a expressão é um tanto alterada. É dito, “se alguém tem ouvidos, ouça” (Ap 13:9) A frase “o que o Espírito diz às igrejas” é propositadamente excluída! A razão óbvia por isso é que a Igreja é considerada como já tendo sido tirada do mundo e o Espírito não está mais Se dirigindo a ela.

Então finalmente, no capítulo 19:11-21, no fim da tribulação, vemos a Igreja como parte dos exércitos celestiais (os santos celestiais) vinda dos céus com o Senhor em Seus julgamentos guerreiros. Para ela vir dos céus com o Senhor (1 Ts 3:13-4:14; Jd 14, etc.) ela teve que ser levada aos céus anteriormente. A única coisa que corresponde a isso é o Arrebatamento que – como temos demonstrado – acontecerá antes de a tribulação começar.

Além disso, se todos os santos crentes são levados para estar com o Senhor no final da tribulação, como alguns acreditam, quem iria então ser deixado para povoar a Terra no Milênio? Com os ímpios sendo lançados em eterna perdição, a Terra ficaria vazia de pessoas! (Os santos arrebatados para estar com o Senhor nos ares não voltarão para viver na Terra. Irão reinar sobre da Terra, nos “mais altos lugares” – Dn 7:22 – JND, 27; 2 Co 5:1).

4) O Livramento da Igreja é Diferente do Livramento de Israel

Em Apocalipse 3:10 é prometido à Igreja que será salva “da hora da tentação” vindoura. O próximo versículo (11) mostra como: “Eis que venho sem demora” (ARA). Este é o Arrebatamento. Mas note que não há tal promessa para Israel. De Israel é falado sobre ser salvo “no tempo da angústia” (Jr 14:8). Deus irá graciosamente preservar um remanescente piedoso deles durante a tribulação.

5) À Igreja Foi Prometido Livramento da Futura Ira de Deus

Aos Cristãos é dito para “esperar dos céus a Seu Filho, a Quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Ts 1:9-10).

Há uma “ira” chegando sobre este mundo. É o juízo que irá ser derramado na tribulação. Essa “ira” é mencionada 13 vezes no livro de Apocalipse. Capítulo 6:16, 17, 11:18, 12:12, 14:8, 10, 19, 15:1, 7, 16:1, 19, 18:3, 19:15 (ARC). Note que todas essas referências estão depois dos capítulos 2 e 3 que descrevem o tempo da Igreja na Terra. Isto mostra que a Igreja já terá partido quando os juízos da tribulação forem derramados. O Senhor Jesus a libertará disso antes da ira ser derramada (Rm 5:9).

6) Deus Não Destinou a Igreja para a Ira

Primeira Tessalonicenses 5:9 diz: “Porque Deus não nos destinou para a ira (o juízo vindouro), mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”.

O aspecto da salvação neste versículo não é a salvação eterna da alma que os Cristãos já têm. Há, entretanto, outro aspecto da salvação na Bíblia que é algo futuro. Por exemplo, a Palavra de Deus diz, “porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado” (Rm 13:11-12, 5:9, 8:23-25; Ef 4:30; Hb 9:28; 1 Pe 1:5). Este aspecto da salvação é a salvação de nosso corpo, quando o Senhor vem e nos tira deste mundo “Esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o Seu corpo glorioso, segundo o Seu eficaz poder de sujeitar também a Si todas as coisas” (Fp 3:20-21; 1 Co 15:51-56).

Primeira Tessalonicenses 5:1 nos fala que a Igreja foi destinada para obter esta salvação e não a ira que está para vir sobre o mundo.

7) O Alarido é Antes da Proclamação de Paz e Segurança

O apóstolo Paulo, em sua epístola aos Tessalonicenses, claramente coloca o Arrebatamento (1 Ts 4:15-18) acontecendo antes do tempo da tribulação, quando “paz e segurança” serão prometidas pela besta e o anticristo por meio da falsa proteção do recém-revivido Império Romano (1 Ts 5:1-3).

Além disso, uma leitura minuciosa da passagem mostrará que aqueles que são “arrebatados” (no capítulo 4) são mencionados como uma classe diferente de pessoas daquelas a quem são prometidas “paz e segurança” na tribulação (no capítulo 5). Isto é indicado pela mudança da primeira pessoa do plural para a terceira pessoa do plural. As palavras mudam de “nós” e “nos” (quando se referindo aos levados no Arrebatamento) para “eles” e “os” quando se referindo àqueles a quem são prometidas falsa paz e segurança na tribulação. Esta mudança não é por acaso; o Espirito de Deus está indicando duas diferentes classes de pessoas. Os santos arrebatados – a Igreja (1 Ts 4:15-18) e aqueles que serão deixados para entrar na tribulação.

Paulo, sendo um Cristão, se coloca entre aqueles que deveriam estar na Terra quando da vinda do Senhor (o Arrebatamento), dizendo “nós” (1 Ts 4:17). É significativo que ele não se refere a si mesmo entre os que estariam na Terra durante o tempo quando “paz e segurança” serão prometidas pela besta. Claro que isso é porque ele não se via como estando entre aqueles que iriam experimentar a tribulação.

8) A Saída é Antes da Caída

Em 2 Tessalonicenses 2:1-5, o apóstolo Paulo outra vez coloca “vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com Ele” (o Arrebatamento), como acontecendo antes do surgimento do anticristo e da grande “apostasia” que ocorrerá na tribulação. A ordem é simples. Primeiro ocorre a saída da Igreja (v. 1) depois a caída da Cristandade professa ao seguir o “homem do pecado” (o anticristo – vs. 3-4).

Os crentes Tessalonicenses estavam passando por perseguições por sua fé em Cristo (2 Ts 1:4-5). Falsos mestres tinham entrado entre eles (v. 2) ensinando que “o dia do Senhor” e o julgamento com ele conectado estavam próximos. Esse ensinamento perturbou os crentes – eles pensaram que tinham que passar pelos horrores da tribulação. Paulo escreveu esta segunda epístola para expor o mau ensinamento. Ele lhes ensinou que “o dia do Senhor” não poderia vir sobre eles porque duas coisas tinham que acontecer antes; primeiro, a revelação do “homem do pecado” (o anticristo) e, depois, a grande apostasia dos crentes meramente professos seguindo o anticristo.

Algumas pessoas têm a ideia de que “o dia do Senhor” é o Arrebatamento. Não há, entretanto, qualquer Escritura para isto. “O dia do Senhor” é um dia de julgamento que começará na Aparição de Cristo, no final da tribulação. Naquele tempo, o Senhor intervirá publicamente sobre os caminhos do homem firmando Seu poder universal e domínio sobre os céus e a Terra; “O dia do Senhor” continuará durante todo o período de 1.000 anos do reino de Cristo; quando (no fim do dia do Senhor) os céus e a Terra se desfarão (2 Pe 3:8-10).

9) O Espírito de Deus Deve Ser Levado Antes

Em 2 Tessalonicenses 2:6-12 temos essa mesma ordem, porém, sob outra perspectiva. É dito, “Porque já o mistério da injustiça opera; somente há Um que, agora, resiste até que do meio seja tirado [até que Se vá – JND]; e, então, será revelado o iníquo”. Estes versículos mostram que o curso do mal neste mundo está sendo restringido hoje de alcançar seu ápice por causa presença e poder do Espírito Santo na Terra. Quando o Espírito “partir” da Terra no Arrebatamento, então, e só então, “o iníquo” (anticristo) irá se levantar para desviar a muitos. Outra vez, a ordem é simples. Primeiro ocorrerá a saída do Espírito no Arrebatamento (v. 7), e depois a caída de muitos liderados pelo anticristo na grande tribulação.

Alguns podem fazer a pergunta, “Como sabemos quando o Espírito será tirado?” Isso é evidente, pelas três seguintes Escrituras, que é no Arrebatamento:

Primeiramente o Senhor prometeu a Seus discípulos, na noite em que foi traído, que quando o Espírito de Deus viesse para fazer Sua morada na Igreja, isso seria para sempre (Jo 14:16-17). Quando a Igreja for chamada para fora deste mundo, no Arrebatamento, o Espírito de Deus irá também porque o Senhor disse que Ele (o Espírito) nunca os iria deixar.

Em segundo lugar, nos três primeiros capítulos do livro de Apocalipse, quando a Igreja é vista estando na Terra, o Espírito é visto falando às igrejas repetidamente. Mas a partir do capítulo 4, quando a Igreja é não é mais vista na Terra, o Espírito não é mencionado novamente até os capítulos 14:13 e 22:17, que se referem ao tempo após a tribulação.

Em terceiro lugar, em Gênesis 24 uma noiva (uma figura da Igreja) é buscada para Isaque (uma figura de Cristo) pelo servo (uma figura do Espírito de Deus). Uma vez que a noiva foi garantida pelo servo, ele a levou de sua casa para Isaque que estava esperando por ela. Assim como o servo foi para casa com a noiva, assim irá o Espírito Santo para o céu com a Igreja quando o Senhor vier por nós. Isto não significa que o Espírito de Deus cessará Seu trabalho na Terra após o Arrebatamento. Ele continuará a trabalhar na Terra do céu, como fez nos tempos Velho Testamento, vivificando almas, etc. Essas três passagens mostram que quando a Igreja for chamada para fora deste mundo no Arrebatamento, o Espírito não mais habitará na Terra.

10) A Vinda de Cristo para Seus Santos Ocorre Antes do Fim dos Tempos

Em 1 Coríntios 15:23-24 lemos: “Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na Sua vinda. Depois, virá o fim”. Note a ordem. Cristo ressuscita primeiro, seguido pelos que são Seus na Sua vinda (que acontece no Arrebatamento – 1 Ts 4:15-18); depois vem “o fim”. O “fim” se refere, de uma maneira geral, ao fim de todos os eventos no tempo – incluindo, é claro, a tribulação e o Milênio que a segue. (Mt 13:39, 24:3-14; Dn 11:40, 12:4, 8, 9, 13). O que poderia ser mais claro? O povo do Senhor é levado ao céu antes de o fim acontecer.

11) Não Há Instruções para Cristãos na Tribulação

Quando Mateus 24:16-26 e Marcos 13:14-18, falam em relação aos dias de tribulação, aqueles que são chamados a fugir são claramente judeus e não Cristãos. Se os Cristãos devem passar pela tribulação, por que não há instruções dadas a eles quanto a como se prepararem e se comportarem nela, da mesma forma que o Senhor instruiu aos crentes judeus? A razão óbvia é que não haverá um Cristão sequer na tribulação.

É verdade que milhares irão se converter a Deus em fé durante aquele tempo (Ap 7:9), mas eles não são Cristãos. A multidão de gentios que virão à bênção, então, serão nascidos de novo e terão um lugar no reino de Cristo na Terra (Ap 7:10-17). Os Cristãos, por outro lado, terão sido chamados para fora da Terra pelo Senhor para desfrutar da eternidade com Ele no céu.

12) O Fato de que o evangelho da Graça de Deus Não Será Pregado na Tribulação Mostra que o Arrebatamento Já Terá Ocorrido

“O evangelho da graça de Deus” (At 20:24) que é pregado hoje e “o evangelho do reino” (Mt 4:23; 24:14) que será pregado durante a tribulação são inteiramente diferentes. São dois evangelhos distintos pregados para dois propósitos distintos. O evangelho da graça de Deus chama pessoas para o céu; o evangelho do reino chama pessoas para as bênçãos sobre a Terra. O evangelho pregado hoje anuncia uma esperança, chamado e destino celestiais para aqueles que creem (Cl 1:5; 1 Pe 1:4; Fp 3:20; 2 Co 5:1-2; Hb 3:1). O evangelho do reino, que será pregado na tribulação, anuncia uma bênção terrenal sob o reinado de Cristo no Milênio (Mt 24:14; Sl 96). O evangelho do reino anuncia as boas novas que o reino prometido no Velho Testamento (2 Sm 7:16; Dn 2:44-45, 7:9-27) está para ser estabelecido e aqueles que receberem o Rei em fé irão ter parte nas suas bênçãos terrenais. Foi primeiro pregado por João Batista na primeira vinda de Cristo (Mt 3:1-2). O Senhor e Seus discípulos também o pregaram (Mt 4:23, 10:7). A pregação deles era chamar as nações a se arrependerem e assim ficariam num estado apropriado para receberem o Rei. Se o tivessem recebido, Ele teria estabelecido o reino como prometido pelos profetas do Velho Testamento. Mas infelizmente, Israel rejeitou seu Rei e assim perdeu a oportunidade de ter o reino estabelecido em todo o seu poder e manifestação. Quando Israel rejeitou seu Rei, o evangelho do reino não foi mais anunciado porque o reino não estava mais sendo oferecido a eles. Ao invés disso, Deus enviou o evangelho de Sua graça ao mundo gentio para chamar dentre eles um povo para o Seu Nome (Atos 13:44-48, 15:14; Rm 11:11). Este evangelho ainda está sendo pregado hoje.

O evangelho do reino será pregado novamente pelo remanescente judeu piedoso após a Igreja ser chamada ao céu. Nesse tempo, Deus retomará Seus tratamentos com Israel de onde parou há quase 2.000 anos. Israel será salvo no dia vindouro (isto é, um remanescente entre eles – Rm 9:6-8, 11:26-27) e o reino será introduzido em poder (Ap 11:15).

O ponto que precisamos ver é este: não há menção do evangelho da graça de Deus sendo pregado na tribulação – apenas o evangelho do reino (Mt 24:14). A razão óbvia é porque o evangelho da graça chama crentes para serem parte da Igreja e como a Igreja não estará na Terra durante a tribulação, ele não será pregado.

Deus não enviará dois diferentes evangelhos ao mesmo tempo. Isto seria confusão e iria confundir a chamada celestial com a chamada terrenal com suas respectivas esperanças e destinos. Entender esse ponto nos revela que é impossível ter a Igreja e o remanescente judeu crente no período da tribulação ao mesmo tempo. Se, durante a tribulação, o evangelho da graça de Deus chamasse os crentes dentre os judeus e gentios e os colocasse na Igreja, cada vez que um judeu cresse no evangelho da graça, ele seria tirado de sua posição judaica e seria feito parte da Igreja (Rm 11:5; Gl 6:16 – “o Israel de Deus”). Assim, nunca haveria um remanescente judeu crente! Uma consideração cuidadosa dessa questão provaria que a Igreja e o remanescente judeu não poderiam estar na Terra ao mesmo tempo.

 

As Figuras no Velho Testamento que Confirmam que a Igreja não Passará Pela Tribulação

Há muitas figuras no Velho Testamento que confirmam a verdade de que a Igreja não passará pela tribulação. Ensinar de outra maneira destrói a verdade de que o Espírito e Deus quer transmitir nessas belas figuras.

13) Enoque e Noé (Gênesis 5:21-9:17)

Enoque é uma figura bem conhecida da Igreja. Ele andou em comunhão com Deus e advertiu o mundo sobre o juízo vindouro (Jd 14-15) e depois foi tomado para o céu. Enoque distinguiu-se dentre os Patriarcas por não ter visto a morte, sendo trasladado vivo para o céu (Hb 11:5). O que é importante ver aqui é que Enoque foi trasladado ao céu antes de o dilúvio do juízo de Deus ter caído sobre a Terra. O dilúvio é um prenúncio do juízo que virá sobre o mundo na tribulação (3 Pe 3:3-10; Lc 17:26-27). Noé e sua família que passaram pelo dilúvio na arca, são uma figura do remanescente judeu que será preservado por Deus na tribulação.

14) Abraão e Ló (Gênesis 18-19)

Abraão, vivendo na montanha em comunhão com o Senhor, é uma figura do Cristão com mente celestial vivendo em comunhão com Deus. Ló, absorvido pelas coisas de Sodoma, é uma figura do Cristão com mente terrenal, vivendo para os interesses do mundo. Deus estava prestes a derramar juízo sobre Sodoma, mas Ele não iria fazer isso até que Ló fosse antes tirado para fora dela. O anjo disse a Ló: “Apressa-te, escapa-te para ali; porque nada poderei fazer, enquanto não tiveres ali chegado” (Gn 19:22). Semelhantemente o julgamento está vindo sobre o mundo. Irá acontecer no período da tribulação vindoura, mas Deus não permitirá que nenhum golpe seja desferido até que Ele tenha primeiro tirado todo verdadeiro crente para fora do mundo, independentemente de quão mundanamente possam estar vivendo – como infelizmente Ló ilustra (2 Pe 2:7-8).

15) Leia e Raquel (Gênesis 28-30)

Jacó enviado por seu pai, é uma figura de Deus, o Pai enviando Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo a este mundo (1 Jo 4:14). Jacó saiu da casa do pai por duas razões; primeiro, devido ao pecado (Gn 27; Hb 9:2) e para assegurar uma noiva para si mesmo (Gn 28:15). Quando Jacó veio ao distante país, viu Raquel no campo (que é uma figura de Israel) e desejou tê-la por sua esposa. Por amor a ela, Jacó concordou em comprá-la por meio de seu próprio esforço pessoal. Isto é uma figura da obra e esforço que o Senhor Jesus Cristo cumpriu na cruz, para que Ele pudesse ter Israel em um relacionamento Consigo mesmo sobre um terreno de redenção. Quando chegou o tempo para Jacó receber Raquel, Labão, o pai dela, traiçoeiramente o enganou e assim ele não a teve. Foi-lhe dada Leia no lugar de Raquel. Leia é uma figura da Igreja. Deus permitiu que isto acontecesse a Jacó para que pudéssemos ter esta maravilhosa prefiguração de Seus caminhos com Israel e com a Igreja. Isto nos conta a história dos caminhos dispensacionais de Deus. Quando o Senhor veio (Sua primeira vinda), era para Israel, que Ele amava. Mas quando eles não quiseram ser trazidos a Ele (Is 49:4-5), Deus deu a Igreja a Cristo, em lugar de Israel, para que Ele pudesse ter uma noiva. Depois que Leia foi dada a Jacó, ele mais tarde recebeu Raquel. Isso aponta para o tempo quando a plenitude dos gentios terá entrado e o chamando da Igreja estará cumprido (At 15:14; Rm 11:25). Deus trará Israel ao Senhor, para que Ele possa tê-la como Sua noiva terrenal (Os 2:6-17; Is 62:4-5).

Jacó teve duas noivas: Leia (figura da Igreja) foi recebida primeiro, embora ele tenha tentado primeiro ganhar Raquel (figura de Israel). Enquanto o ventre de Leia estava fértil e frutífero, gerando filhos, o ventre de Raquel estava estéril (Gn 29:31). Isto corresponde aos dias atuais. Enquanto a Igreja está gerando frutos para Deus, Israel tem estado estéril (Is 54:1; Os 3:4; Mt 21:19-21).

O ponto para vermos nisto é que Leia teve todos os seus sete (um número que significa algo completo) filhos antes que Raquel começasse os trabalhos de parto de seus filhos (Gn 30:22, 35:16). Os trabalhos de parto de Raquel é uma figura das provas futuras de Israel na tribulação (Is 66:7-8; Jr 30:6-7; Mq 4:9-10, 5:3; 1 Ts 5:3). Que maravilhosa exatidão dessas figuras! (Sl 119:161) Isso mostra que a Igreja terminará seu curso e testemunho frutíferos neste mundo, antes que Israel (de fato os judeus) passe às suas dores de parto na tribulação.

16) José e Asenate (Gênesis 37-50)

José (ou Zafenate-Paneia, que significa “Salvador do mundo” ver nota em Gn 41:45) é outra figura bem conhecida do Senhor Jesus Cristo. Ele foi rejeitado por Seus irmãos, que é uma figura da nação judaica (Gn 37) e levado para fora do país, para os gentios (Gn 39-41). Depois que foi levado ao Egito (entre os gentios), houve um período de fartura naquele país seguido por um tempo de fome. O tempo de fartura corresponde à presente dispensação da graça. O tempo de fome corresponde ao período da tribulação vindoura. É interessante notar que enquanto José estava apartado de seus irmãos (figura dos judeus), ele recebeu uma noiva gentia – Asenate (Gn 41:45). Ele a teve no tempo de fartura antes do período de fome! Ela é uma figura da Igreja. Foi trazida à sua casa para dividir sua posição real no trono do Egito antes do tempo de fome começar. Assim também a Igreja será trazida ao lar em glória antes que o tempo de tribulação venha. Durante o tempo de fome, José trabalhou para restaurar seus irmãos para si próprio (Gn 42-45). Assim Cristo irá tratar com Israel na tribulação para restaurá-los para Si mesmo. Primeiramente os 10 irmãos de José (figura do remanescente judeu) que eram culpados de rejeitá-lo, foram restaurados a ele (Gn 45:1-15). Então toda a família foi trazida e reunida a José (Gn 46). Eles são uma figura das tribos de Israel que serão restauradas ao Senhor depois de que os judeus são restaurados a Ele (Mt 24:30-31).

17) Moisés e Zípora (Êxodo 1-12)

Moisés é outra figura do Senhor Jesus Cristo. Ele foi o libertador apontado por Deus para os filhos de Israel que estavam sob a tirana escravidão do Faraó no Egito (Êx 3:10; At 7:35). Faraó, o rei do Egito, é uma figura de Satanás, o deus e príncipe deste mundo. Moisés compadeceu-se de seu povo e desejou que eles fossem libertados. Quando veio a eles, feriu um dos egípcios opressores, mostrando seu desejo de vencer seus inimigos e livrá-los da escravidão. Mas seus esforços foram mal interpretados pelos seus irmãos que disseram, “Quem te pôs por príncipe e juiz sobre nós?” (At 7:35 – ARA; Êx 2:14) Consequentemente, eles o rejeitaram. Isso é uma figura dos judeus rejeitando o Senhor na Sua primeira vinda. Essencialmente estavam dizendo a mesma coisa: “não queremos que Este reine sobre nós” (Lc 19:14; Jo 1:11).

Sendo rejeitado, Moisés fugiu de seu povo para a terra de Midiã (Êx 2:11-4:19). Durante o tempo de distanciamento de seus irmãos, ele recebeu uma esposa gentia – Zípora (Êx 2:21). Ela é outra figura da Igreja. Zípora gerou um filho a Moisés e eles lhe deram o nome de Gerson, que significa “um estrangeiro aqui”. Isto fala do caráter que a Igreja deveria ter neste mundo como peregrina e estrangeira (1 Pe 2:11).

O ponto que precisamos ver é que Moisés recebeu sua esposa gentia antes das dez pragas começarem a cair sobre o Egito, que é uma figura dos juízos de tribulação que cairão sobre este mundo.

Depois de muitos anos, Deus enviou Moisés de volta aos filhos de Israel, os quais estavam ainda se esforçando sob seus opressores gentios (uma figura dos tempos dos gentios – Lc 21:24) (Êx 3:10, 4:19). Moisés retornou à terra do Egito e começou a mostrar-se aos seus irmãos que o tinham anteriormente rejeitado. Isto é um prenúncio do Senhor retomando Seus tratamentos com a nação de Israel após Ele ter levado a Igreja para o céu. Quando Moisés retornou a seus irmãos no Egito, Deus começou a derramar juízo sobre aquela terra na forma das dez pragas (Êx 7-12:36). Deus miraculosamente preservou Israel no meio de todos os juízos que se tornaram sinais de confirmação a eles de que Deus estava agindo a favor deles (Sl 78:43, 105:27; Êx 7:3, 8:22-23). Isto fala de como Deus preservará o remanescente de Israel durante a tribulação (Ap 7:1-8). Mas onde estava Zípora durante todos os juízos que caíram sobre o Egito? Ela não estava na terra! Moisés a tinha enviado de volta para a terra de Midiã antes dos juízos caírem (Êx 18:1-2). Ela não aparece em cena até depois de todos os juízos terem caído sobre o Egito e os filhos de Israel serem libertados. Da mesma forma, a Igreja não aparecerá publicamente até que a tribulação termine, quando o Senhor virá para manifestar Sua noiva a um mundo em admiração (2 Ts 1:10).

18) O Julgamento de Jericó (Js 2-6)

A sentença do juízo foi pronunciada sobre Jericó e o povo de Canaã (Êx 23:27). Antes de o juízo ter caído sobre aquela cidade, Deus proveu um meio de proteção no “cordão de fio de escarlate” para todos os que tinham fé (Js 2). Isto figurativamente prediz a história do juízo prestes a cair neste mundo culpado e condenado. Deus em misericórdia proveu um abrigo para todos os que creem no evangelho – sob o sangue de Cristo. No capítulo 6 o juízo caiu sobre Jericó como foi avisado. Mas antes disto ter acontecido, Josué colocou um fim na jornada dos filhos de Israel pelo deserto, trazendo-os para a terra prometida a eles (Js 3-5). É significativo que os capítulos que tratam de Israel sendo trazido para a terra de Canaã (Js 3:4) venham antes que o julgamento caia em Jericó (Js 6).

Antes que o julgamento caia neste mundo, o Senhor Jesus Cristo, a semelhança do que fez Josué, irá encerrar a longa jornada da Igreja pelo deserto deste mundo, chamando-a para a Canaã celestial. É notável que o juízo de Jericó tenha acontecido na época da ceifa (Js 3:15 – ARF). O juízo deste mundo é também chamado de ceifa (Mt 13:39-42 – ARA; Ap 14:15-20; Jl 3:9-16 – TB).

Três Escrituras Incorretamente Usadas para Dar Suporte ao Erro de que a Igreja Irá Passar Pela Tribulação

Num esforço de ser de ajuda para alguém que ainda possa ter tido dificuldade neste ponto, selecionamos três principais Escrituras que têm sido erroneamente usadas para ensinar que a Igreja irá passar pela tribulação. Em cada uma dessas passagens nosso desejo é mostrar, com a ajuda do Senhor, como o erro ocorreu e qual é o verdadeiro significado da passagem. A maior parte da confusão sobre este ponto tem se originado de Cristãos que leram as Escrituras de uma forma descuidada e sem estar em oração.

1) 2 Tessalonicenses 2:2-3

“Não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto [o dia do Senhor é presente – JND]. Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha [sem que tenha vindo primeiro – JND] a apostasia e se manifeste [e tenha se manifestado – JND] o homem do pecado, o filho da perdição”. Esta Escritura tem sido tomada para significar que o dia que o Senhor vem para Sua Igreja (o Arrebatamento) não acontecerá até que o anticristo e a apostasia durante a grande tribulação tenham se manifestado. Como o anticristo se levanta na tribulação, e o “dia do Senhor” acontece depois disso, então a Igreja terá que estar na tribulação.

O erro aqui é supor que “o dia do Senhor” é o Arrebatamento. A Escritura diz que o “dia do Senhor” começa na Aparição de Cristo e não no Arrebatamento. Ela diz: “antes de chegar gloriosamente o grande dia da Aparição do Senhor” (At 2:20 – JND). Há pelo menos 20 referências ao “dia do Senhor” na Palavra de Deus. Algumas delas se referem ao seu começo, na Aparição de Cristo (2 Ts 2:2; 2 Pe 3:10; 1 Ts 5:2, etc.). Outras são advertências de esse dia estar “perto”, indicado pelo ataque do rei do norte, que acontecerá logo antes do início desse dia (Jl 1:15, 2:11; Sf 1:7-20; Zc 14:1-2, etc.). Mas não há Escritura dizendo que o Arrebatamento dos santos ocorra no “dia do Senhor”. Se os que discordam disso insistirem que o Senhor leva a Igreja ao céu no dia do Senhor, então apresentem a Escritura que afirme essa afirmação. Tais suposições vêm de não examinar cuidadosamente as Escrituras (At 17:11; 2 Tm 2:15).

O “dia do Senhor” é um período de julgamento que começa na Aparição de Cristo (2 Pe 3:4, 8-10); ele não começa no Arrebatamento. O “dia do Senhor” é o período quando Cristo irá publicamente intervir nos caminhos do homem na Terra, afirmando Seu poder universal e autoridade em julgamento. Esse dia irá se estender por 1.000 anos (2 Pe 3:8-10 – o Milênio). O Senhor não estabelecerá publicamente Seus direitos na Terra, intervindo em julgamento no Arrebatamento; Ele levará a Igreja para o céu e deixará o mundo continuar com seu mal, momento em que o mundo ocidental receberá o anticristo. O Arrebatamento nunca é visto como um dia de julgamento para este mundo, mas como o momento quando o Noivo e a noiva são alegremente unidos.

Entendendo essas coisas simples e básicas a respeito do “o dia do Senhor”, poderemos ver imediatamente que Paulo não estava falando sobre o Arrebatamento em 2 Tessalonicenses 2:2-3. Ele estava mostrando aos Tessalonicenses que “o dia do Senhor” e os julgamentos que o acompanhavam, não poderiam estar presentes entre eles, pois o surgimento do anticristo e a grande apostasia da Cristandade professa tinham que acontecer antes.

Infelizmente, há pessoas que ainda estão propondo o mesmo erro que estava incomodando os tessalonicenses. Eles estão perturbando os Cristãos, dizendo-lhes que deveriam se preparar para a tribulação porque a Igreja iria passar por ela. E, ironicamente, eles estão usando hoje os mesmos três métodos (em princípio) para propor seu erro como os falsos mestres estavam fazendo nos dias de Paulo!

  • Primeiro, “por espírito” (v. 2) – os falsos mestres reivindicavam que tinham recebido uma revelação espiritual dada a eles pelo Senhor.
  • Segundo, “por Palavra” (v. 2) – os falsos mestres estavam aplicando erradamente a Escritura do Velho Testamento para apoiar seus ensinamentos errados.
  • Terceiro, “por epístola, como que de nós” (v. 2) – isto é, eles, na realidade, tinham ido tão longe a ponto de produzir uma epístola com suas ideias erradas nela e dizendo que a epístola era de Paulo.

 

Aqueles que ensinam essas doutrinas erradas também dizem que receberam isso por meio de alguma revelação especial de Deus. Estão também tentando usar as Escrituras para apoiar suas ideias e estão usando inclusive o ministério de Paulo (tal como nesta passagem) e dizendo que ele ensinava que a Igreja deveria passar pela tribulação.

Outra razão porque essa interpretação é incorreta, é que ela destrói a iminência da vinda do Senhor. A vinda do Senhor (o Arrebatamento) está sempre presente na Escritura como algo que poderia acontecer a qualquer momento. Os que pensam que a Igreja deva passar pela tribulação depreciam a ideia de que Ele poderia vir a qualquer momento, porque pensam que isto é uma violação direta à interpretação deles a respeito de 2 Tessalonicenses 2:2-3, que afirma que o anticristo tem que surgir antes. Entretanto, Paulo e os outros apóstolos se esforçavam para colocar a proximidade da vinda do Senhor diante da Igreja de modo que isto seria uma esperança presente. Paulo disse, “Mas a nossa cidade (ou cidadania) está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o Seu corpo glorioso” (Fp 3:20-21). Ele também disse, “Porque ainda um poucochinho de tempo, e O que há de vir virá, e não tardará” (Hb 10:37). “Porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado” (Rm 13:11-12). “Isto, porém, vos digo, irmãos: que o tempo se abrevia” (1 Co 7:29). “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares” (1 Ts 4:16-17). Neste último versículo, Paulo se coloca entre os que estão esperando pela vinda do Senhor, quando diz “nós” (Veja também 1 Co 15:51-52 – “nós”). Isso era algo que ele esperava mesmo naqueles dias do início da Igreja. Tiago também, disse, “Porque já a vinda do Senhor está próxima.” (Tg 5:8) Pedro disse, “Eis que já está próximo o fim de todas as coisas” (1 Pe 4:7). João disse, “Filhinhos, é já a última hora” (1 Jo 2:18). Isto mostra que os apóstolos ministraram de um tal modo que colocavam, diante deles, a vinda do Senhor como algo iminente.

Ensinar que alguns eventos devam acontecer antes que o Senhor venha, tais como, a revelação do anticristo e os horrores da tribulação, seria uma direta contradição ao ensino dos apóstolos. Destruiria a iminência da “bendita esperança” (Tt 2:13 – ARA).

O triste efeito de tirar a “bendita esperança” da Igreja irá fazer com que nos acomodemos neste mundo. Isto é exatamente o que aconteceu numa grande medida. É essencialmente dizer, “O meu Senhor tarde virá” (Mt 24:48). Por esta mesma razão, o Senhor nunca nos disse quando iria retornar. Mas disse, “Certamente cedo venho” (Ap 22:20).

2) Apocalipse 11:15

Outra Escritura citada para provar que a Igreja deva passar pela tribulação é Apocalipse 11:15. “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre”. Este versículo mostra que quando a sétima e última trombeta tocar no fim da grande tribulação, o Senhor virá (Sua Aparição) e tomará posse dos reinos deste mundo por meio de julgamento. Tem sido suposto que “a sétima trombeta” é a mesma que a “última trombeta” (1 Co 15:52) que é falada no Arrebatamento (1 Ts 4:15-18; 1 Co 15:51-52) e, portanto, a Igreja estará na Terra para passar pela hora da provação, descrita em Apocalipse 6:11, a qual acontece antes da sétima trombeta, em Apocalipse 11:15.

É ensinado que a Igreja será levada para encontrar o Senhor nos ares, no mesmo momento que Ele vem do céu para julgar o mundo.

Esta interpretação é muito problemática, porque a Palavra de Deus nos ensina que uma série de coisas deve acontecer desde o tempo em que a Igreja é levada para o céu até quando o Senhor voltar do céu para julgar o mundo, como Apocalipse 11:15 mostra. Seria impossível de todas essas coisas acontecerem naquele curto espaço de tempo (“um piscar de olhos” 1 Co 15:52 – JND) que esta interpretação possibilita existir. Após tomar Seu povo para a casa do Pai acima (Jo 14:2-3) no Arrebatamento, o Senhor irá fazê-los sentar à Sua mesa onde os servirá com gozo e felicidade celestial indizível (Lc 12:37). Então o tribunal de Cristo será estabelecido e a vida dos crentes irão passar em revisão e eles serão adequadamente galardoados (2 Co 5:10, etc.). Os santos também terão um tempo para louvar a Deus e o Senhor Jesus Cristo em redor do trono no céu. Neste momento eles depositarão suas coroas aos Seus pés em humilde adoração a Ele (Ap 4-5). Então, as bodas do Cordeiro acontecerão nos céus que será seguida pela ceia das bodas com os muitos convidados celestiais (os amigos do Noivo) presentes (Ap 19:7-9). Todas essas coisas devem acontecer depois de o Senhor levar Seu povo para o céu no Arrebatamento e antes de Ele retornar em Sua Aparição. Como poderia tudo isso acontecer se os santos fossem levados aos ares e, então, imediatamente trazidos de volta com o Senhor em Sua Aparição?

3) Mateus 24:29-31

Outra Escritura que é usada está em Mateus 24:29-31. “Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o Sol, e a Lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do Homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E Ele enviará os Seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (AIBB). É ensinado que a vinda do Senhor nesta passagem se refere ao Arrebatamento e, consequentemente, pessoas estabelecem o momento do Arrebatamento como sendo “depois da tribulação daqueles dias”. Eles concluem que a Igreja, portanto, deverá passar pela tribulação.

Entretanto, “a trombeta” soada aqui não é a “trombeta de Deus” que soará no arrebatamento, mas aquela relatada em Isaías 27:13; Salmo 81:3, etc., chamando as dez tribos de Israel de volta à sua terra. Além disso, os “escolhidos” aqui não são a Igreja, mas os escolhidos de Israel (Mt 24:24; Is 45:4, 65:9; Ap 7:1-8; Rm 11:28, etc.).

No fundo desse mal-entendido está na confusão do Arrebatamento com a Aparição. Algumas das principais diferenças são:

  • A vinda do Filho do Homem nunca é chamada de Arrebatamento, mas sempre de Aparição de Cristo.
  • O Arrebatamento é a vinda do Senhor para os Seus: (Jo 14:3); ao passo que a vinda do Filho do Homem é a vinda do Senhor com os Seus na Sua Aparição (1 Ts 3:13, 4:14; Jd 14).
  • O Arrebatamento é um mistério que não se tornou conhecido até os tempos do Novo Testamento (Jo 14:2-3; 1 Co 15:51-52; 1 Ts 4:15-18); mas a vinda do Filho do Homem é algo bem conhecido pelos santos do Velho Testamento, porque os profetas falaram disso. (Dn 7:13-14).
  • O Filho do Homem é um título que o Senhor toma quando vem julgar o mundo. No Arrebatamento, o Senhor não vem para julgar o mundo, mas para levar Sua noiva ao céu.
  • No Arrebatamento o Senhor não envia Seus anjos para ajuntar Seus santos (a noiva); Ele próprio vem para tomar Sua Igreja para Si mesmo (1 Ts 4:16; 2 Ts 2:1).

 

A Ideia do Arrebatamento Parcial

Alguns Cristãos acreditam que haverá um Arrebatamento parcial. Isso é absurdo e não é necessário comentar a respeito. Poderíamos imaginar o Senhor levando só uma parte de Sua noiva para o céu? O que faria no céu com metade de uma noiva? Como poderiam acontecer as bodas do Cordeiro com a presença de só metade da noiva? De qualquer forma, em que Escritura isso se baseia?

 

Vamos agir assim: “ponde tudo à prova, retende o que é bom [o correto – JND]” (1 Ts 5:21 – TB).